A função da arte

A criança passa por fases do zero aos sete anos onde aprende a andar, falar, pensar e se expressar, passo a passo o corpo fica ereto e assim constrói a confiança, a coragem, a perseverança, etc. O pensar se torna “a fantasia”, não mais imitando um ser que via antes e sim fantasiando, imaginando.

Brincar é tão importante para a criança como o trabalho para o adulto, porém a criança consegue se dedicar muito melhor à sua brincadeira como o adulto a seu trabalho. O ato de brincar não segue lógica alguma, a criança apenas tem que brincar. Hora um tecido jogado no canto da sala é uma casa, em seguida transforma-se no cueiro de uma boneca, momentos após já virou uma capa e é isso que deve ocorrer, sem limitações, sem imposições.

“Todo mundo deve inventar alguma coisa, a criatividade reúne em si várias funções psicológicas importantes para a reestruturação da psique. O que cura, fundamentalmente, é o estímulo à criatividade.”

(Nise da Silveira)

A criatividade anda de mãos dadas com o brincar. Ao ser criativo também se é original e fluente. Há ainda avaliações distorcidas sobre criatividade, talvez não erradas,  mas não tão aceitas pela nova interpretação educacional. Há quem diga que somente são corretos os desenhos belos, perfeitos, com troncos de árvore marrom, copa e folhas verdes, casinha ao fundo. E não é bem assim que a criatividade deve ser vista e entendida. Hoje a criatividade pode ser vista e entendida como subjetividade (uma construção do indivíduo em contato com seus limites em relação ao seu meio ambiente).

“Os sonhos são as manifestações não falsificadas da atividade criativa inconsciente.” 

(Carl Jung)

Falemos do papel do educador com relação à arte terapia. O educador é o meio que vai nortear o individuo, mostrando que há algo a ser seguido. de acordo com a necessidade. A arte terapia deve ser tratada realmente com o significado das duas palavras: arte e terapia. Hora ela é terapêutica, hora ela é educativa.

Cabe ao educador perceber o momento de usá-la fazendo com que a arte possa fazer a junção com a vida. O profissional de arte terapia é um assistente ao ser humano, profissional esse que utiliza de varias formas de expressão como mosaico, bordado, canto, dança fazendo com que o assistido permita-se expandir nas potencialidades cognitivas e sensoriais.

O processo de arteterapia com crianças e adolescentes é facilitador por ser lúdico. Rubin (1984) diz que o arte terapeuta deve escolher qual faceta sua irá usar em primeiro plano: artista, terapeuta ou educador, porém devemos lembrar que nem todos os arte educadores são arteterapeutas.

Os processos de criação estão ligados aos materiais disponíveis, no entanto o arteterapeuta deve ser capaz de usar sua criatividade e propor novas formas de uso. A arteterapia evoluiu muito com Jung, Freud e outros, com as experimentações do inconsciente e leituras através dos sonhos.

“Pintar aquilo que vemos diante de nós é uma arte diferente do que pintar o que vemos para dentro.”

(Jung 1954)

O arteterapeuta comunica-se com seus alunos através das pinturas que eles fazem, porém não cabe ao profissional interpretar as pinturas e sim oferecer os materiais e suportes necessários para que a pessoa perturbada entre em processo criativo. Segundo Freud, o processo de sublimação é a energia conduzida que é desviada da meta principal e deslocada para realização e valorização total do ego. Krammer também cita o processo de substituição, onde trocamos uma pessoa por um objeto, mas o que ela realmente defende é a sublimação.

A relação arte/amor/terapia. Inúmeras formas de amor, inúmeras formas de amar. Fraterno, materno, erótico, a Deus, paixão, a si mesmo, amor terapêutico. O amor terapêutico existe entre profissional e cliente, e há a necessidade da aceitação do cliente, suas necessidades, desejos, anseios e escolhas. É claro que a aceitação não significa concordar em tudo, é possível negar, discordar e até frustar o cliente. Confirmar e amar implicam em impor limites de maneira firme mas nunca rude.

Ao impor esse amor, essa aceitação e cumplicidade cabe ao arteterapeuta resolver, escolher e dimensionar os ETC (Continuum das Terapias Expressivas). São três níveis que refletem o sistema de processamento das informações humanas e o quarto nível que é o Nivel Criativo (CR).

  1. Distância reflexiva: determina a distância cognitiva entre a experiência artística e a experiência do indivíduo.
  2. Potencialidade: cada material possui seu norteamento;
  3. Materiais determinados pela forma ou quantidade: são esses materiais que impõem limites à experiência;
  4. Matérias mediados ou não: cabe ao mediador escolher qual material mais apropriado para tal experiência. Como por exemplo um pincel comprido que delimita a distância do cliente à experiência;
  5. Distância reflexiva: determina a distância congnitiva entre a experiência artística e a experiência do indivíduo.

A Zastras estimula a paixão pela arte desde cedo!

Com nossos brinquedos e livros de temática artísticas, a criança aprende a se expressar e estimular as habilidades motoras enquanto se desenvolve e se conhece da forma mais divertida que existe: brincando e fazendo arte.

 

Fonte: Eu sem Fronteiras